sexta-feira, outubro 21, 2005

O Referendo dos Vivaldinos

Se eu fosse um contrabandista de armas, votaria Sim.
Se fosse um traficante, votaria Sim.
Se fosse um assaltante, votaria Sim.
Se fosse dono ou sócio de "empresa de segurança", votaria Sim.
Se estivesse no negócio de blindagem e venda de equipamentos de segurança, votaria Sim.
Se estivesse no negócio de espalhar medo para vender proteção, votaria Sim.
Se fosse responsável pelo Sinarm e quisesse fugir de minhas responsabilidades, votaria Sim.
Se eu achasse que basta tirar o sofá da sala para evitar a infelidade conjugal, votaria Sim.
Se eu confiasse em políticos e governos, votaria Sim.
Mas como sou um simpes súdito brasileiro que sonha em ser cidadão, voto NÃO.

Reassumindo as funções do Estado
São funções do Estado proporcionar saúde, educação e segurança aos cidadãos.
Como há muitos que, em vez de exigirem que o Governo cumpra estas funções de Estado, preferem contratar (pelos mais diversos motivos) estes serviços de empresas privadas, a solução seria incorporar estas empresas aos serviços do Estado, como serviços "prime".
Justificativa: estaríamos matando dois coelhos com uma cajadada só.
Os usuários manteriam seu "nobre status", continuando a pagar duas vezes pelos serviços e o Governo faria caixa para prestar um melhor serviço aos que ainda acreditam que ao Estado compete estas funções.
As Santas Casas agradeceriam.

Até parecia...
O ministro Jobim, defendendo o ponto de vista esposado pela defesa de José Dirceu, até parecia orientador em banca de tese, defendendo algo acrescentado por ele na tese do examinando.

Caixa 2 Geral
Grandes novidades: houve caixa 2 nas campanhas de Maluf, de FHC, de Lula, etc. etc.
Uma novidade menor: houve pagamento para que deputados e, talvez senadores, votassem leis específicas.
Mas, novidade mesmo, foi fazer caixa para, sistematicamente, comprar a República.
Novidade nenhuma para mim foi o "Partido da Ética" ter aprimorado todos os comportamentos "não éticos" (imorais e amorais) em escala sem precedentes.
Para os que se dão ao trabalho de conhecer um pouco a história brasileira: comparem com o período de Deodoro.
Naquela época existia um Floriano.
E, claro, todos os líderes da "oposição" de hoje, juntos, não fariam um fio da barba de Prudente de Moraes.
Mas temos quem se julgue a reencarmação do Barão de Lucena.

2 Comments:

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Yuri

8:02 PM  

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